África no século XIX e XX
PARTILHA DA ÁFRICA
No fim
do século XIX e início do século XX, com a expansão do capitalismo industrial, começa o neo colonialismo
no continente africano.
Entre outras características, é marcado pelo
aparecimento de novas potências concorrentes, como a Alemanha, a Bélgica e a Itália. A partir de 1880, a competição entre as metrópoles pelo domínio dos territórios africanos intensifica-se.
A partilha da África tem início, de fato, com a Conferência de Berlim (1884), que institui normas para a ocupação. No início da I
Guerra Mundial, 90% das terras já estão sob domínio da Europa.
A partilha é
feita de maneira arbitrária, não respeitando as características étnicas e culturais
de cada povo, o que contribui para muitos dos conflitos atuais no continente africano.
Os franceses instalam-se no noroeste, na região central e na ilha de Madagáscar. Os ingleses estabelecem territórios
coloniais em alguns países da África Ocidental, no nordeste e no sul do continente.
A Alemanha conquista as regiões correspondentes aos atuais Togo, Camarões, Tanzânia, Ruanda, Burundi e Namíbia. Portugal e Espanha conservam antigas colônias. Os portugueses continuam com Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Angola e Moçambique,
enquanto os espanhóis mantêm as posses coloniais de parte do Marrocos e da Guiné Equatorial.
A Bélgica fica com o Congo (ex-Zaire) e a Itália conquista a Líbia, a Eritréia e
parte da Somália.Após a partilha ocorrem movimentos de resistência. Muitas manifestações são reprimidas com
violência pelos colonizadores.
Também são exploradas as rivalidades entre
os próprios grupos africanos para facilitar a dominação. A colonização, à
medida que representa a ocidentalização do mundo africano, suprime as
estruturas tradicionais locais e deixa um vazio cultural de difícil reversão. O
processo de independência das colônias européias do continente africano tem
início a partir da II Guerra Mundial.
Luciana Avezum Martus


