segunda-feira, 11 de junho de 2012

A Revolução Verde Africana

Revolução verde africana

Para que haja a tão falada revolução verde é necessário luz verde para o aumento da produtividade agrícola, estimulando-se o investimento em áreas rurais de modo a criar-se emprego e receitas agrícolas, no respeito pelo ambiente, pela biodiversidade e pela equidade social.
A agricultura africana continua a ser negligenciada. Os rendimentos com os cereais não ultrapassam um quarto da média mundial, continuando-se cada vez mais dependente da importação de alimentos e da ajuda alimentar externa.
Com os custos sociais cada vez mais altos, a fome silenciosa africana de décadas vê-se confrontada com a crise alimentar mundial, preços a duplicar em dois anos.
Para que se acabe com a fome e a pobreza africana tem que se aumentar o acesso a sementes e fertilizantes, a financiamentos, a educação, a infra-estruturas de processamentos de alimentos e na irrigação agrícola. Estes são apenas alguns dos mecanismos básicos de desenvolvimento sustentável para uma sociedade mais respeitadora do conceito de equidade e de competitividade na relação com o mundo, e em particular com o retorno económico e social.


Valter Luis Rici

terça-feira, 5 de junho de 2012


ÁFRICA BERÇO DA HUMANIDADE
A mais marcante das singularidades africanas é o fato de seus povos autóctones terem sido os progenitores de todas as populações humanas do planeta, o que faz do continente africano o berço único da espécie humana. 
O continente africano, palco exclusivo dos processos interligados de humanização e de sapienização, é o único lugar do mundo onde se encontram, em perfeita seqüência geológica, e acompanhados pelas indústrias líticas ou metalúrgicas correspondentes, todos os indícios da evolução da nossa espécie a partir dos primeiros ancestrais hominídeos. A humanidade, antiga e moderna, desenvolveu-se primeiro na África e logo, progressivamente e por levas sucessivas, foi povoando o planeta inteiro.
Pela tradição, eurocêntrica e hegemônica, costuma alinhar o fato histórico com a aparição, recente, da expressão escrita, criando os infelizes conceitos de povos “com história” e de povos “sem história” que, eventualmente, o etnólogo Lucien LEVY-BRUHL iria transformar em “povos lógicos” e “povos pré-lógicos”(9). Mas a história propriamente dita é a interação consciente entre a humanidade e a natureza, por uma parte, e dos seres humanos entre si, por outra. Por conseguinte, a aparição da humanidade como espécie diferenciada no reino animal, abre o período histórico. O termo “pré-história”, tão abusivamente utilizado pelos especialistas das disciplinas humanas, é uma dessas criações que doravante deverá ser utilizada com maior circunspeção.
Hoje sabemos que há quase dois milhões de anos, o Homo erectus, hominídeo autor de importantes avanços na manufatura de implementos como o machado, saiu da África em ondas migratórias rumo à Ásia e à Europa, assim iniciando o povoamento do mundo.
O homem moderno (Homo sapiens sapiens) também evoluiu na África e de lá saiu, há mais ou menos 150 mil anos, em uma segunda fase de ondas migratórias através da Eurásia. Ao espalharem-se pela Eurásia, os humanos que saíram do continente africano deram início a um processo de intercâmbios genéticos o qual não cessou até hoje.
Esse intercâmbio resultou no aparecimento de características novas às populações locais. Concluímos aqui que os seres humanos pertencem todos à mesma espécie, e que eles evoluíram de uma ancestralidade comum iniciada na África.
A África, ao contrário do que se imagina por falta de informações, tem sido palco de alguns dos maiores avanços tecnológico da história: seja na prática agrícola, na criação de gado, na mineração, na arquitetura e na engenharia, com construções de grandes centros urbanos, e ainda na sofisticação da organização política, na prática da medicina e no avanço do conhecimento e da reflexão intelectual.
E a imagem que temos da África é a de um continente sem história. Sabemos hoje que os povos africanos já navegavam os mares à procura da rota para as índias milênios antes das caravelas portuguesas e espanholas.
Luciana Avezum Martus

Documentário: Mogadíscio Capital da Somália


           O programa Conexão Repórter exibido no dia 27 de Julho de 2011 evidenciou a difícil situação da Somália, um país devastado pela miséria, pela fome e pelos conflitos armados. Assista e reflita um pouco mais sobre a dura realidade que acomete milhões de pessoas no continente africano.  
                                  
Vinicius Arantes
                                                                                                                                       

Documentário: África - Uma História Rejeitada

 
          O documentário África - Uma História Rejeitada (1995) aborda fragmentos da História africana envoltos em mistérios, cujas teorias explicativas foram por vezes rejeitados pelo mundo ocidental. 
          A primeira parte do documentário relata os mitos que envolvem a construção das muralhas da Grande Zimbabwe que deram origem ao país do Zimbabwe. Já a segunda parte, aborda os mitos que envolvem a construção das cidades islâmicas encontradas na costa africana povoada pela civilização Swahili. O vídeo tem aproximadamente 50 minutos de duração e vale muito apena assistir!
 Vinicius Arantes















domingo, 3 de junho de 2012


África: colonização e descolonização

     África, objeto de disputa e cobiça dos europeus desde o século XVI, com isso ocorrendo sua colonização tardia.
     Com a chegada dos colonizadores europeus no interior da África, significou uma ruptura dramática do processo de desenvolvimento cultural e econômico dos povos que ali viviam.
     As primeiras feitorias portuguesas na costa atlântica logo se transformaram em entrepostos comerciais de escravos para as plantations americanas. Calcula-se que milhões de negros até o final do século XVIII, foram deportados à força para a América.
     Na segunda metade do século XIX, iniciou-se a dominação europeia na África do Norte, os europeus não queriam apenas a força de trabalho africana, mas também o território e as riquezas naturais do continente. A Europa se industrializava e precisava de uma quantidade crescente de alimentos e matérias-primas.
     A colonização europeia da África manteve-se até o final da Segunda Guerra Mundial, quando a Europa perdeu poder político e militar para as novas potências EUA e URSS.
     As transformações foram brutais: a passagem da tradição oral para a escrita, da economia de subsistência para a economia de mercado sob o comando de grandes cidades, a mudança de práticas religiosas. Se essa assimilação de novos valores foi resultado da força e da imposição dos interesses coloniais, transformou-se em pouco tempo na base para a reivindicação dos direitos desses povos, fortalecendo o movimento do pan-africanismo.
     Em grande parte, a independência dos estados africanos foi negociada. Contudo, em alguns casos, o processo de descolonização resultou de violentos conflitos armados, como ocorreu na Argélia, em Angola e Moçambique.

Rita de Cassia Gianlorenço Darezzo


quinta-feira, 31 de maio de 2012


África no século XIX e XX



PARTILHA DA ÁFRICA 

No fim do século XIX e início do século XX, com a expansão do capitalismo industrial, começa o neo colonialismo no continente africano. 
Entre outras características, é marcado pelo aparecimento de novas potências concorrentes, como a Alemanha, a Bélgica e a Itália. A partir de 1880, a competição entre as metrópoles pelo domínio dos territórios africanos intensifica-se. A partilha da África tem início, de fato, com a Conferência de Berlim (1884), que institui normas para a ocupação. No início da I Guerra Mundial, 90% das terras já estão sob domínio da Europa.
A partilha é feita de maneira arbitrária, não respeitando as características étnicas e culturais de cada povo, o que contribui para muitos dos conflitos atuais no continente africano. Os franceses instalam-se no noroeste, na região central e na ilha de Madagáscar. Os ingleses estabelecem territórios coloniais em alguns países da África Ocidental, no nordeste e no sul do continente. 
A Alemanha conquista as regiões correspondentes aos atuais Togo, Camarões, Tanzânia, Ruanda, Burundi e Namíbia. Portugal e Espanha conservam antigas colônias. Os portugueses continuam com Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Angola e Moçambique, enquanto os espanhóis mantêm as posses coloniais de parte do Marrocos e da Guiné Equatorial. 
A Bélgica fica com o Congo (ex-Zaire) e a Itália conquista a Líbia, a Eritréia e parte da Somália.Após a partilha ocorrem movimentos de resistência. Muitas manifestações são reprimidas com violência pelos colonizadores. 

Também são exploradas as rivalidades entre os próprios grupos africanos para facilitar a dominação. A colonização, à medida que representa a ocidentalização do mundo africano, suprime as estruturas tradicionais locais e deixa um vazio cultural de difícil reversão. O processo de independência das colônias européias do continente africano tem início a partir da II Guerra Mundial.


Luciana Avezum Martus

segunda-feira, 28 de maio de 2012

África Contemporânea


   A África é o mais pobre de todos os continentes. Embora seu subsolo guarde muitas riquezas em recursos naturais, como ouro, diamantes, petróleo, amplos setores de sua população passam fome.
   A África é um continente mais de três vezes maior que o Brasil, com uma população de quase 900 milhões de pessoas, que falam um terço de todas as línguas existentes no planeta. Um continente, portanto, que abriga uma grande diversidade de culturas, de histórias, de religiões, bem como de recursos econômicos, de vegetação e de relevo. No norte, encontram-se países de influência árabe e de maioria muçulmana, como é o caso do Egito, da Líbia e da Argélia.
   Ao sul desses países, a África é cortada de leste a oeste pelo deserto do Saara. Ao sul do Saara, encontra-se a África subsaariana.