domingo, 3 de junho de 2012


África: colonização e descolonização

     África, objeto de disputa e cobiça dos europeus desde o século XVI, com isso ocorrendo sua colonização tardia.
     Com a chegada dos colonizadores europeus no interior da África, significou uma ruptura dramática do processo de desenvolvimento cultural e econômico dos povos que ali viviam.
     As primeiras feitorias portuguesas na costa atlântica logo se transformaram em entrepostos comerciais de escravos para as plantations americanas. Calcula-se que milhões de negros até o final do século XVIII, foram deportados à força para a América.
     Na segunda metade do século XIX, iniciou-se a dominação europeia na África do Norte, os europeus não queriam apenas a força de trabalho africana, mas também o território e as riquezas naturais do continente. A Europa se industrializava e precisava de uma quantidade crescente de alimentos e matérias-primas.
     A colonização europeia da África manteve-se até o final da Segunda Guerra Mundial, quando a Europa perdeu poder político e militar para as novas potências EUA e URSS.
     As transformações foram brutais: a passagem da tradição oral para a escrita, da economia de subsistência para a economia de mercado sob o comando de grandes cidades, a mudança de práticas religiosas. Se essa assimilação de novos valores foi resultado da força e da imposição dos interesses coloniais, transformou-se em pouco tempo na base para a reivindicação dos direitos desses povos, fortalecendo o movimento do pan-africanismo.
     Em grande parte, a independência dos estados africanos foi negociada. Contudo, em alguns casos, o processo de descolonização resultou de violentos conflitos armados, como ocorreu na Argélia, em Angola e Moçambique.

Rita de Cassia Gianlorenço Darezzo


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